Ver melhor
Não querer as coisas perfeitas
Quereres em movimento
O açoite que traz a noite
Errante! Sem lamento
Frutos da madrugada para o silêncio se oferecem:
Nobres segredos contados aos gritos
Pelos loucos,
Sóbrios loucos!
Reflexos de cada um de nós;
São pessoas que excluímos,
Temendo peculiares formatos sutis
Que assustadoramente escancaram
O que nos negamos a enxergar
Pessoas envaidecem
Seduzidas pela ditadura dos padrões
Status, riquezas, ilusões de um sombrio espelho
Que as conectam por um desconhecido vazio
E o que é que foi perdido e violentado,
Pela sórdida vaidade do espelho que desune essência?
Talvez pela sede do momento
Talvez para engrandecer o que reflete
Estarão todos cegos e enfermos
Na medida em que creem ter?
Ou serão só espelhos refletindo
Espinhas sem humildade?
Vai estrofe torta solta
Buscar um porto, vai!
Ardendo em fogo
Pra ver o que atrai
Vai, acorde! Louco, torto, solto
Leva embora minha vaidade
Faz o espelho refletir verdade
Pra que eu possa ver melhor
Ver melhor...
sábado, 5 de fevereiro de 2011
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Um comentário:
vai, menino-vento-poesia...
encantar o mundo com tuas palavras;
eis o que há de verdadeiro, isso aqui, e tudo o mais que for tão visceral quanto.
sem controle, desautorizando o instituído. Eis, aqui.
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