Entrelaço do compasso
Autor: Alô Pietro! Você tá mudando as suas poesias?
Não. Eu tô versando as minhas mudanças!
O vazio pensa saber de cor tudo que precisamos sentir
Num tom de ser que o coração preenche com saudade
Fugazes desajustes de alma que deixamos no caminho
Cheiros e vozes confundem o que fomos com quem somos
Na ingenuidade leve e doce que achamos ter perdido no instante
Eternizado pelo abraço da nostalgia
Despedaço os encontros
Onde procurando, me perco
Deixa a água correr pro mar
Deixa a água correr
A dor, sempre silenciosa em seu clichê aflito
Grita suplicando as marés um só momento entre os grãos de areia
O amor, sempre sereno em seu clichê divino
Pulsa seduzindo as marés a viver um oceano de loucura entre as sereias
O mesmo sorriso que torna as coisas lindas tão mais lindas
Traz a lágrima de ausência que arde o peito
E o mal estar na presença das pessoas
Lembra do quanto a solidão é companheira
Brinco de colorir os encontros
Onde perdido, me acho
Deixa a água correr pro mar
Deixa a água correr
Pra onde o sorriso bobo não disfarça
E a liberdade entrelaça
O compasso do amor!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
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2 comentários:
O mais belo dos belos...
Lindo... cada verso!
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