Devaneio estranho
Começou mais um dia,
O que chamam realidade.
A versão da história que convém
Há quem?
Já me disseram:
Deixe de sonhar
É hora de acordar,
Ponha os pés no chão!
Uma viagem sem rumo a nenhum lugar,
Que escutei com atenção.
Mas os rios mudam o curso
Sem perder a direção
Pra viver em sociedade
É preciso se adaptar!
O suor de cada dia
A ilusão de um diploma,
Status de vaidade
Ser notícia da semana.
Grana! Grana!
As convenções...
Não me convencem!
Só pra contrariar, ofereço:
Passos de equilibrista
Meu imenso sem vontade
Lembra meu amigo,
Como se fosse amanhã:
Newton debaixo da árvore
O baixinho Romário sempre perto do gol
Lispector e seus abismos, suas dores.
Frida Kahlo, seus temores, suas cores!
Devaneio estranho
Um futuro que já deixa saudades
Pela corda bamba de estrelas
E vaidades
sexta-feira, 18 de maio de 2012
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