Há quem entenda por visceral a insanidade.
O silêncio ensurdecedor da noite, as lágrimas de luz, o suicídio do amor.
Pode também ser o diálogo entre um mendigo e um burguês esteticista
Quando cada qual pra compreender o outro, esquece a própria dor.
Não é importante que acreditemos nas mesmas coisas,
Nem que faça sentido à direção.
Se o gole de vaidade for menor que a embriaguez do respeito,
Começamos bem.
Presente não é aquela coisa cara que você recebe no natal,
O cumprimento de alguma estúpida convenção.
Presente é encontrar pessoas que te convencem que vale á pena escutá-las.
Resolvi escutar o que cantava um cumpa e me ocorreu enfrentar o papel em branco.
O que está por vir? E se nada vier?
A possibilidade de que não chegue nada parece suficiente para reconhecer o medo.
Última dose, tô de saída.
Outro mundo me espera lá fora.
domingo, 17 de junho de 2012
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