Pingos de chuva banhavam lentamente o medo.
Sentia gosto de vertigem, de vida, de estrada!
Fragmentos de luz, lembranças, cheiros e sons. E de repente... um clarão. Sim, um clarão!
E finalmente ali estava eu, entre a terra e o astral, ventos e mares,
Despertar da consciência e solidão...
Eu queria ser feliz.
Como quem inventa em si, o próprio amor.
Seria esse o trem pras estrelas? Será o meu ego? Concentração.
Procurei com os olhos a rainha do mar, como quem intuitivamente,
Sabe exatamente onde o intangível encontrar.
"Olhai teus filhos aqui na terra, oh minha mãe..."
Ela sorriu pra mim. Tocou meu coração profundamente,
Já não havia medo algum. Se foi a tempestade.
Comecei a dançar com a flor do vento, agradecendo loucamente a maré, as estrelas, os meus amores que naufragaram, os instantes de nenhuma lucidez. Finalmente estava pronto pra seguir viagem.
Se serão escuras ou cristalinas as águas que irei navegar, pouco me importa. Peço amor a Virgem Mãe, firmeza a Jesus Cristo e gratidão ao Pai. Meu caminho é o do amor, Janaína abençoou.
Quanto a minha solidão... Faço amor com ela.
E de brinde ganho a poesia dos encontros.
Mas os olhos daquela menina, fruto de minas gerais, será difícil esquecer.
Como a canção do Milton,
E os sonhos que não envelhecem...
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
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