terça-feira, 3 de junho de 2014

A caminho

A caminho


Uma vez mais... Menino!
Parte integrante da obra da vida,
Curioso por tudo que houver de trás
Do muro verdejante dessa mata mística.

Sentado acima do meu barco-navio,
Curvo minha existência turva
Diante dos ribeirinhos que cruzam o meu caminho,
Em sua nave de sonhos chamada canoa.

Gratidão, Deus nosso. Quanto essa vida é boa!
Tudo parece estar em seu lugar...
Até posso entender o canto dos pássaros
E me compreender branco colorido quando,
Fitando o sol a pino, sinto meu ser arco-íris,
Ao acenar pro sorriso distante das crianças
Que iluminam o marrom manso dessas águas,
Como Deus e o amor iluminam a escuridão.

Escuridão? Já não a reconheço.
Só sei do cenário ideal para as estrelas
E da lua prateada que me recorda que o folclore do infinito,
É meu carnaval.


03/05/2014, navegando sob as águas de Marajó e trabalhando pelas comunidades ribeirinhas.
Gratidão, pessoas iluminadas.

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