Feridas de amor
Olha só o desejo, de ser desejada!
Sentindo o que não sente, vai sendo guiada,
Por falsos relatos dos próprios sentidos...
Não haveria nenhum problema,
Não fosse letal!
Um toque de loucura, na saúde mental
Me ver entregue aos mistérios do amor.
Procuro à cura na curva do instante,
A vaidade se torna desimportante,
Quando mergulho no vão sentido...
E ouço vozes de antigos desejos,
Ao encontro de um amigo andarilho,
Preso às respostas que nunca encontrou.
Surge então o oportunista,
Aquela velha normose tão capitalista,
E oferece o caminho que ele mesmo traçou...
Só pra testar tanta hipocrisia,
Tal qual vira-lata, reviro seus restos...
Eis que descubro feridas de amor.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
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