O nada por chegar
A vida em desague escorre pelas feridas...
Quedas e vertigens,
Solidão!
Não faz sentido dissimular
O próprio juízo de valor
Desatenção!
Não posso ser mais um idiota sentado
Esperando um milagre cair do céu
Quem foi que disse que milagres vêm do céu?
É doce! É nada!
Doce nada num barquinho de papel
Outra vez despencando
Pra ver melhor o chão de perto
Errante, por certo!
Cavei nas profundezas da loucura
Passagem.
Depois de ler, a vontade de rasgar a folha
Talvez fosse melhor perder o juízo
De que vale o paraíso, sem morder a maçã?
No barquinho doce a nenhum lugar
Ainda resta o nada por chegar
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
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