Encontro com o medo
Outra noite me encontrei com o medo no escuro do quarto
Pensamentos fiéis sombreiam um velho retrato
De um tempo, de um tempo, de algum tempo atrás
Onde os sonhos valiam sempre mais que dinheiro
E o amor que havia, sempre vinha primeiro
Há um tempo, há um tempo, algum tempo atrás
Amanheci cansado do caminho errado
Outro sonho interrompido sem o mundo parar
Pra que a gente encontre nossa própria inocência
Enquanto o eterno se cansou de passar
Passar! Passagem!
Meus estranhos leais não me servem mais
Já nem servem mais!
Talvez eu tenha muita sorte,
Às vezes engana a visão.
A procura da própria luta,
O medo até soa concentração.
Tranquilidade nas palavras
Só pra manter viva a experiência,
A mesma armadura que protege
Pesa a busca do sonhador.
Tantos labirintos na solidão da madrugada
E a rima foi o único analgésico que restou pra entender a parada.
Não posso reclamar!
Bons amigos trouxeram a poesia que faltava,
E fez sentido a fotografia!
Enquanto temia,
Um novo homem nascia.
Obrigado medo por vir me ensinar
Que espelho sincero
São as águas do mar
segunda-feira, 19 de março de 2012
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