sábado, 10 de março de 2012

Pra quê?

Pra quê?


Quando a gente aprende do destino
A própria definição
Os caminhos metamorfoseiam
A direção

Prisão é o universo das palavras
Como esse poema, a academia, a forma, qualquer metodologia
É preciso coragem pra não estar em lugar algum
Perder-se, abandonar-se, ou quem sabe desaparecer
Mas sempre foi conveniente se iludir e a verdade ignorar
Que verdade? Afundar, afundar sem perder o poder

Na contramão
De um mundo que significa o que machuca pra não se machucar
Desconstruo todos os sentidos e desabo. Precipício? O que tem lá?
Conceitos, signos, cheiros, mar
É da ordem da criação desequilibrar
Coisas que são. Que são?
Desassossego, emprego, ambição, mal estar
Aproveita e desperta agora que faltou, faltou o ar!

Me questiono!
Opero inoperante
Nessa insignificante imensidão de histórias que antecedem os encontros
Pra amar os encontros que antecedem a história
Outra vez não tem sentido nesses pensamentos que invadem
E me dizem o que fazer, por aqui, por ali, em vão
Não! Não!

Eu tava muito bravo, confesso!
Não queria conectar, estar, conceder
Toda essa merda violenta insistindo em...
Desculpa, onde estava mesmo?
Pra quê?
Pra quê?

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