quarta-feira, 4 de abril de 2012

Abandono

Abandono

Que saudade de falar de amor,
Também do silêncio da sala vazia.
A velha amiga solidão,
Beijando o que a dor escondia.

Hoje não tem calmaria
Nem chuva, alvoroço ou compromisso
A estrada não me convidou
Disse não ter nada com isso!
Tentei trocar idéia com a sorte
É foda pra quem nela nunca acreditou
Procurei a menina rotina
Logo ela que nunca me amou

Sobraram os livros
E uma vertigem de coisa qualquer
Outra vez a infância
Peter Pan pegando no meu pé!
O sabor da fantasia,
O respeito pelos desejos como solução
Mostro o mesmo sorriso
Me perco na multidão

Estou convencido, não vou negar
Vida inteligente em algum lugar deve haver
Não quiseram contato com a nossa gente
Pois é!
É assim que escreve, é assim que é!
Verdade absoluta todo mundo quer
A cegueira que semeia o mal estar
Acreditar sempre foi mais fácil que pensar

Alguma coisa está errada
O mundo vai acabar? Vamos adiante
Sempre esquecendo o nosso semelhante

E há quem diga que ecologia começa na gente
Um completo devir
Não é questão de decisão
Quando o corpo quente,
Sente!
Que mente.

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