quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Juízo de valor

Um eixo
Duas ou mais visões
A madrugada
Diferentes seres habitando os corações
Quanto aos desejos,
Confusas intenções
Colocaram à venda a branca de neve
Surgiram mais de cem anões

Depois perguntam de onde vem a marra
Pedem licença pra entrar sem respeitar as amarras
Querer e não conseguir chorar
Escutar o evangelho e nas palavras nunca se encontrar
Real mesmo é levar a fantasia a sério
Revelações que trazem a simplicidade
Como único mistério

Tenho pensado muito
Nos malabarismos que fazemos no dia a dia
Pra negar nosso próprio juízo de valor
Imersos em tanta hipocrisia
O conflito entre o espírito livre
E as convenções que já estão instaladas na mente, que mente

Juízos de fatos hoje são contestáveis
A visão de mundo foi imposta e ninguém criticou
O tempero que nos torna diferentes fez como o tempo
A brisa do momento e... Já passou!

Vôos turbulentos
Metrô até nos becos
E a malandragem deixou de ser instrumento pra compor
Agora é bolsa família
Minha casa sua vida
Vote em mim
Que eu te dou

E eu só tinha vislumbrado a onda inocente, saca?
Como um de nós sentado numa mesa de bar
Escutando pessoas estranhas
São apenas pessoas
Idéias, histórias
Vivências, memórias

Alguma coisa incomoda. Só a mim?
Você mesmo, que leu até aqui, aflito
Sou eu, você, o mundo?
Quando descobrir, lembra de sorrir!
É aí que mora o conflito
Querer combater é o aviso da sua mente
Ao negar o próprio juízo de valor

Fudeu! Te dominou.

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