Calçadas do desejo
Há quem não saiba andar sozinho
Pelas ruas da cidade
Passo a passo
Passo a pássaro
Buscando identidade
Vejo então
A criação
São crianças brincando
Correndo por aí
Sorte é quando qualquer coisa
É motivo pra sorrir
Procurando por motivo impreciso
Pra perder o juízo
E não faltar amor
Nas calçadas que ardem de desejo
Toda vez que te vejo
Toda vez que te vejo
Essa vontade louca de beijar sua boca
De tirar sua roupa
Te entregar
Revelar
Esse querer infinito
Que trago escondido
Vagando ao luar
Silêncio que grito e que sinto
Protegendo o amor
Que me sobra pra dar
Temendo a força do tempo
Que me falta
Pra durar
domingo, 11 de novembro de 2012
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