Dedicada a Felipe Moitinho:
É natal,
Nenhuma falta faz o velho Noel.
O místico vive na simplicidade,
O presente fez morada na gratidão.
Nem sequer tenho consciência do que desejo.
Talvez não deseje nada,
Talvez deseje o nada.
O silêncio da madrugada não me perturba,
Motivo de sobra pra depois de tanto tempo voltar a escrever.
Mas não a verdadeira razão.
Atravessa o raciocínio o sorriso doce da namorada,
Outro dia ela me perguntou se eu sobreviveria na escuridão.
Que a poesia faz luz em qualquer lugar seria boa resposta, penso
No escuro em que escrevo na folha que rege a vertigem,
Do laço de um encontro, que nunca precisou de muitas palavras,
Nem de definições.
Escrevo porque assim como o amor,
A amizade brilha mais que a distância,
Que o desconhecido das nossas crianças,
E os porquês que deixamos pra ontem,
Quando ainda era amanhã.
E hoje o incentivo veio de um perto longe.
Veio de Moitinho, lampejos de moinhos, pra quem mando com carinho,
Minha benção e gratidão.
E eis que peço ao brado da palavra,
Que lhe abrace em peito forte,
Pra que firme o seu coração,
Ao encontro do seu merecido norte.
segunda-feira, 25 de março de 2013
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