Ofertada a Rubem Alves
Rói as unhas, sangra os dedos, fere a alma!
Ó poeta da esperança, árduo o teu caminho de guerra
Pra poder clamar a paz.
Atrasa o passo, chega mais tarde, perde o emprego.
Ó poeta do instante, eterno o teu caminho de solidão,
Pra entrar em comunhão com a incompletude...
Vive a madrugada, caminha pelas ruas escuras, torna-te parte da escória!
Ó mendigo poeta, sereno o teu caminho sombrio
Onde ninguém mais pode ver.
Nas pegadas dos Deuses, dos heróis e das crianças
Mendigos, prostitutas e sonhadores,
Ó espírito vagabundo,
O teu trabalho é viver...
quarta-feira, 3 de julho de 2013
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