quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O eterno se cansar de passar

Suave, sereno, tranquilo
Feito vento que sopra os cabelos de um jovem triste,
Deitado aos braços da mulher amada.

Sê forte, não endurece, deixa-se bailar...
Tal qual o romance entre raios, relâmpagos e tempestades,
Que anunciam nossa pequenez diante da majestosa natureza.

Vem cruzando mares, lares, ruas e esquinas...
Avassalando sonhos e paralisando instantes
Inimigo e zelador primordial da vida,
O medo e suas feridas.
Adormecendo as ganas de viver,
Ruindo no coração das pessoas a vontade de se aventurar
Mas a gente ainda quer amor pra se aquecer

Nós queremos uma luta pra vencer
Um bem pra se aconchegar
Uma casinha branca pra pintar
A criança interior que só quer brincar
E até rir da graça que é perceber
O eterno se cansar de passar

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