sexta-feira, 27 de julho de 2012

A menina poesia

A menina poesia


Eu só quero fazer dessa história
Uma suave canção
Pode ser bem simples
Nem precisa ser pra sempre

Se o dia começou ao meio dia
E tudo soou tão óbvio, não faz mal
Não precisa haver nada de místico
Divino ou sobrenatural

Que esse sentimento
Dure só um doce dia
Como a eternidade de uma borboleta
A franqueza de uma confissão

O suficiente pra que ao apagar a luz
Uma pergunta fique clara no escuro
O que será do amanhã?
Mal começamos e já estamos no futuro

A embriaguez quer saber
Qual será o sentido da vida, afinal?
Se pra viver o bem
É preciso confrontar o próprio mal

Hoje tanto faz.
Que as bruxas não flutuem
Se percam em qualquer requinte
Não me convidem pra nenhuma orgia
Mesmo que tenha sabor de vertigem
Aroma de insensatez

Hoje não.
Hoje pouco importa!
Desacredito até da loucura
Dispenso fogo, caldeirão e luz
Desafio qualquer magia

Vai brilhar no fim da história
A menina poesia

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