Outro refrão
Meu amor pergunta do meu devaneio debruçado a janela,
Sorrio desconsertado, sem a resposta certa pra agradar,
A verdade é que minha imaginação não tem arestas,
Ás vezes nem distingue luz e sombra,
Se preciosos forem os olhares.
Ela penetra minha alma e continua o questionamento,
Como se quisesse ser parte de mim também.
Bem vinda amor! Te digo sim pra qualquer absurdo.
Quem foi meu grande amigo? Se aquele personagem eu inventei?
Abrem-se os olhos e na real, tudo é fantasia.
O delírio da existência é pleno em beleza e dor,
Fizeram merda quando inventaram a história!
Amanhã é seu lá fora. Clamam os compromissos,
A alma fica pra outra hora.
E assim seguimos nossos passos,
Sem rumo e acreditando na direção.
Mas quando me perco em teu sorriso,
Me reprovo e esqueço da questão.
E até aceito a tragédia,
De quem prega a nossa falta tal qual religião,
Se a riqueza do homem é a incompletude,
Que não nos falte atitude,
Pra cantar outro refrão.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
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