O diagnóstico já foi dado:
Estudos minuciosos de doutores inquestionáveis.
Homens de dedicação total a ciência.
Ausentes profundos,
Da escola da vida.
Reprodução abundante,
Exercício do fazer constante,
Cegueira fidedigna, testada e comprovada,
Dos óculos que tudo enxergam.
Argumento incontestável,
Das infinitas possibilidades,
Promessa de saúde mental e vida saudável,
Pra quem aceitar a própria falta...
E a tragédia da existência.
Descartes e seus malditos postulados não conheceram o Candomblé.
Freud e seu sofrimento, dos novos baianos nunca cantou um refrão.
Nietzsche não teve a chance de ouvir do Raul os toques, sobre a cegueira do sermão.
E Lacam depois de escrever o triunfo das religiões, que será que compreendeu?
Benditos bêbados, mendigos, loucos, prostitutas!
Provas vivas do desprezo que reside em toda regra de conduta.
Espelhos de um íntimo que carrega todo homem e toda mulher,
Por mais plenos que estejam de qualquer moral...
Benditas árvores, casulos, animais!
Provas vivas dos segredos ancestrais,
Que resplandecem o ser...
terça-feira, 30 de abril de 2013
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