sexta-feira, 19 de abril de 2013

Desleixo

Desleixo


Quanto desleixo...
Um enorme acervo de brinquedos incompletos,
Nessa redoma confortável onde a vida verdadeira adormece,
E insisti em dormir e dormir.
Nunca é o que poderia ter sido...
Não há contentamento
Na entidade mais distante do cais...
O ego emana seus sinais.
E nesse trem há nenhum lugar,
Muitos lugares nos aguardam por chegar.

Me aparecem homens:
Médicos, atores, professores,
Escritores, palestrantes, pensadores...
Sentenciando disparos perdidos de conhecimentos,
Curiosidades e lampejos motivacionais para os lamentos
Aniquilando o deslumbramento, a descoberta.

Noel, cartola e companhia
Refém da fantasia
Tanta imoral poesia,
Não saberiam expressar

Diplomas!
Doces...
Vazios.

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