Algo se perdeu
Será possível, sentir e escrever a precisão imensurável do instante,
E depois, num gesto estúpido e inconsciente, não deixar nenhum registro?
"O que apagou está apagado", disse um velho amigo.
O amor? Guardo luminoso, alegra o meu viver!
Não, não se pode recuperar aquela poesia.
Ainda que eternizada e registrada no meu ser,
Se foi tal qual criança seduzida por um novo brinquedo.
Será alguém capaz de sorrir como ela?
Desejo que ela seja feliz.
A solidão outra vez...
Fito as sombras das árvores,
Talvez peça licença para roubar algum fruto.
À margem do caminho,
Zumbindo a grande velocidade,
Um pássaro perdido com endereço certo.
O véu azul claro revela a noite,
No compasso em que dança um mendigo solitário,
Esbravejando doçuras e sonhos esquecidos.
Cumpro meu dever!
Opor-me a um mundo imbecil e sórdido,
É trabalho que realizo prazerosamente.
O espírito se enobrece cristalino,
Jesus tinha razão! A verdade liberta!
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
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