Sair após entrar
Escutei proclamarem o medo do futuro:
Quem sofreria as consequências,
Sedentos ao caminhar no escuro.
Falavam de fazer escolhas, planejamentos,
Ter segurança por onde andar
E o abismo, libertinoso e divino, a me chamar...
Presenciei os deleites egoicos da academia,
Deixei-me capturar pelas nuances de seus pseudos intelectuais.
Devorei os olhos dos anormais, prostitutas e mendigos,
Fiz dos seus desajustes meu abrigo.
Será possível,
Um beijo doce numa linda boca
Deixar a alma suja?
Será que pode,
O belo encanto que celebra o encontro
Fazer da mente imunda?
Desesperos de quem foi a igreja buscando paz...
No fim das contas não há caminho errado ou certo,
Há quem prefira ser abandonado que abandonar.
Liberta-se quem de vários mundos for capaz,
De sair após entrar...
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
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