quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Ode a inteireza

Ofertada a Alexandre Magno Abrão (Chorão)


O sopro do vento que preenche o corpo vertiginosamente...
A derradeira vontade que sobrepõe o ideal.
O verso perdido, o tormento presente, a angústia vivente.
A barriga da mãe, o som do tambor, o registro do amor.
Também as ruas da cidade...


Os cheiros, as cores, os sexos dos selvagens.
O brilho no olhar que carrega quem ama o que faz.
O arrependimento, a entrega, a lealdade ao espírito.
Estradas, calçadas, buracos profundos...


Doar amor, dar as costas pro mundo.
Reconhecer no teu servo, a maestra humildade.
Entender que nada é definitivo
A vida, a saudade...


Vomitar palavras, sem temer as consequências.
Entregar-se a vida! Se dispersar da ira – compaixão, gratidão.
Estar só por integridade, pela verdade, pela missão.
Ser poeta, Zé ninguém, celebridade,
Tanto faz...


Ode a inteireza


Teatro Castro Alves
Durante a peça Pólvora e Poesia

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