Me despeço (até logo)
Caminhava sozinho no deserto do silêncio...
Sol a pino e tudo escuro dentro de mim,
Tal qual cambista da festa dos cegos do castelo.
Firmar o seu lugar no astral exige limpeza,
Purificar pensamentos, energias e, acima de tudo,
Confiar na verdade que carrega no próprio coração.
Nada fácil renunciar a uma vida errante...
São intensos os prazeres da libertinagem.
Enfrentar a profunda dor de reconhecer
O quanto esteve distante de si mesmo.
Sabia que sentiria saudades também dos outros errantes
Com seus defeitos escancarados, aprendi a amar cada um deles.
Mas é justamente em nome desse amor que me despeço,
Ergo a cabeça, sinto o novo tempo e sigo meu novo caminho.
Semear gratidão para que os sonhos possam florescer...
terça-feira, 13 de agosto de 2013
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