terça-feira, 13 de agosto de 2013

Me despeço (até logo)

Me despeço (até logo)


Caminhava sozinho no deserto do silêncio...
Sol a pino e tudo escuro dentro de mim,
Tal qual cambista da festa dos cegos do castelo.

Firmar o seu lugar no astral exige limpeza,
Purificar pensamentos, energias e, acima de tudo,
Confiar na verdade que carrega no próprio coração.

Nada fácil renunciar a uma vida errante...
São intensos os prazeres da libertinagem.
Enfrentar a profunda dor de reconhecer
O quanto esteve distante de si mesmo.

Sabia que sentiria saudades também dos outros errantes
Com seus defeitos escancarados, aprendi a amar cada um deles.
Mas é justamente em nome desse amor que me despeço,
Ergo a cabeça, sinto o novo tempo e sigo meu novo caminho.

Semear gratidão para que os sonhos possam florescer...

Nenhum comentário: