sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O dom de sonhar

Sempre há vida. Tão doce, tão frágil.
Da janela vejo as ruas desertas. Que silêncio maravilhoso!
Sinto meu peito aberto... Tanta gente morando em mim.
O que vai ser do meu caminho? E meus pais, meus amigos, meus cães, meu gato... De mim se lembrarão?
Que bela a vida! Tão doce, tão frágil.
Pode ser que tudo se realize. Será bom?
Pode ser que nada se realize. Propósito haverá?
Calei enquanto pude, até chegar a poesia.
Amadureci tanto e me sinto cada vez mais menino.
O meu dom é sonhar.

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