sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Sem pedir licença

O sol anunciou o novo dia sem pedir licença...
Um beijo ardente no rosto de quem dormia,
Revelava o espanto e a vertigem de uma sensação ,
Tal qual a canção da mariposa que sentencia:
"A porta do inesperado aberta, hora que o sonho não sonhado desperta."

Folheando Leminski, recordo a metafísica da floresta,
E os versos que escrevi quando não levava a sério,
Que a magia regia a simplicidade, como único mistério.

Eis então que vem a velha novidade,
Lembrando que amar é coisa muito fina.
É ter a alma peregrina.
Viver a vida cristalina.


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