sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O mínimo

O mínimo.
As coisas grandiosas não precisam de nós.
As pequenas, nos querem amar.
Estou mergulhado no afeto infinito do inútil,
Agora vai tardar um pouco mais a minha poesia.
Escolhi vivê-la em tempo integral.
Assim, passo a passo, passo a pássaro,
Tal qual criança aprende a ler,
Faço da simplicidade um jeito novo de cantar!

Escrevo o meu silêncio pra que ele grite.
Escutei o que disse Manoel e resolvi pegar na bunda do calor.
Me ri e entendi o chamego do vento.
Aceitei enfim que vejo mesmo coisas que não existem.
Me aceito, finalmente, como sou.
Com tudo que tenho e tudo que sou.
Minha disfunção cerebral é ser poeta.
E bebo um xarope que me ajuda a falar com Deus.

Gratidão, Serra Dourada!
Aos meus amigos, familiares e amores,
Estou aqui.

PS: As estrelas brincam de ciranda!
Daqui da varanda dá pra ver!

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