segunda-feira, 9 de março de 2015

Manso Crepúsculo

A passagem de saída
(Em resposta ao poema Labirinto,
De Jorge Luís Borges)

Sempre haverá uma porta. Estás dentro
Em ti habita os versos do universo
E as chaves que revelam seus mistérios.
Construindo pontes e compartilhando bem querer,
Juntos desvendamos o secreto centro.
Não esperes que a magia do teu caminho
Que obstinadamente se bifurca em outro,
Que afortunadamente se bifurca em outro,
Tenha fim. É de luz o teu destino
Quando vences teu juiz. Não aguardes a investida
Da fera que é um homem e cuja estranha
Forma plural dá horror à maranha
De interminável pedra entristecida.
Confie. Tua vida entregues. Encontrarás
No manso crepúsculo
A primavera.

Pietro Pascoli
09/03/2015

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