Vem, luz suave da alegria.
Trazer calma, leveza e serenidade,
Beijar a minha dor, com a sua liberdade.
Clarear o meu pensamento com a chama violeta,
Me ensinar a arte da entrega e do cantar,
A coragem de dar sem nada em troca esperar.
Quero suportar o silêncio mais profundo.
Sem sequer precisar de hinos, orações ou da meditação.
Aprender a pensar menos em mim e mais nos meus irmãos.
Vem, poesia serena da transformação.
Calar o medo que me impede de enxergar.
Fazer dos erros minha força pra mudar,
Limpar as energias que me impedem de voar.
Estou aqui, aqui estou.
Entregue a Deus, ao lápis e o papel.
Procurando a porta para o céu celestial.
Alguma coisa que transcenda o bem e o mal,
O saber divino sem resquícios de qualquer religião.
Talvez nem exista o que insisto em procurar.
"Quanta besteira essa coisa de Orixás!"
"Caridade, irmandade, bondade?
Menino, deixa de ser besta, esse aí nem é você."
"Jesus é apenas um delírio", alguém dirá.
Com amor hei de vencer.
Com amor vou encontrar.
Peço força e dou força,
Não saio do meu lugar.
05/03/2015
domingo, 8 de março de 2015
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