domingo, 8 de março de 2015

Toquei o barco

Toquei o barco com firmeza
Nunca fui de lamentar o que passou
Se não era mesmo para ser
O sentido hei de aprender a respeitar

Acho graça do tempo das coisas
E da minha dificuldade de esperar com calma
Esse defeito doido de beber de uma vez o oceano
Pra não faltar amor e transbordar a alma

As minhas quedas ofereço com devoção
Prefiro um instante de loucura que a vida por fração
A borboleta tem a vida colorida em algumas poucas horas
Rezo o terço, tiro a roupa, faço a minha história

De que vale ser lembrado, em um filme emoldurado?
Profissional requisitado, sonhos todos formatados,
Quereres medidos pensados, os seus gestos enquadrados,
O tic tac da vida ditado pela razão...

Por favor!
Quero é correr o risco,
Devorar o precipício,
Me embriagar de um grande amor.

Pietro Pascoli
01/03/2015

Nenhum comentário: