Toquei o barco com firmeza
Nunca fui de lamentar o que passou
Se não era mesmo para ser
O sentido hei de aprender a respeitar
Acho graça do tempo das coisas
E da minha dificuldade de esperar com calma
Esse defeito doido de beber de uma vez o oceano
Pra não faltar amor e transbordar a alma
As minhas quedas ofereço com devoção
Prefiro um instante de loucura que a vida por fração
A borboleta tem a vida colorida em algumas poucas horas
Rezo o terço, tiro a roupa, faço a minha história
De que vale ser lembrado, em um filme emoldurado?
Profissional requisitado, sonhos todos formatados,
Quereres medidos pensados, os seus gestos enquadrados,
O tic tac da vida ditado pela razão...
Por favor!
Quero é correr o risco,
Devorar o precipício,
Me embriagar de um grande amor.
Pietro Pascoli
01/03/2015
domingo, 8 de março de 2015
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