terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A.gir.ar

Difícil não sentir
Escurecer o ser,
Quando outro alguém lhe diz
Por onde ir, o que fazer

Carrego como conquistas e vitórias,
Histórias de menor estima social do que esmolas;
São renúncias invisíveis, valores esquecidos,
Sonhos que não foram postos a venda.

Hoje, meus olhos molhados,
Tentam purificar o ressentimento que me atormenta.
E, apesar da tristeza que me consome,
Ainda que seja só mais um ato de rebeldia...
Desejo o devir de partir.

Construirei meu próprio caminho, que se põe a caminhar.
Afirmarei os meus valores, todo tempo a transformar.
Ei de viver de acordo com o que eu acredito, mesmo a duvidar
Porque tantas e tantas vezes morri para o passado...

Ressuscitei e o mundo seguia doente, no mesmo lugar.

A.gir.ar...

29/09/2014

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