segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nosso tempo

Nosso tempo

O primeiro verso.
Um voo sutil ao esquecimento glorioso,
Ou o prêmio incapaz de preencher o impreenchível?

A corrente do verso.
Possuir o amor tal qual propriedade,
Ou deixar que o medo impere a vontade?

O elo entre a leveza do vento e a força da tempestade.
O brilho dos relâmpagos e o estremecer das majestades.
Eis que o barco metamorfoseia a direção...
Fechei os olhos e respirei fundo.
Só o Astral sabe das forças que me trouxeram até aqui,
Pra espantar toda aquela velha hipocrisia...

O que se diz pouco importa,
Pouco importa!
Não faz a canção.
O que se sente,
O que se mostra,
No dia a dia!
Para espantar tanta hipocrisia...

Aí sim vou lembrar, da dona Maria.
Na sua cozinha, fazendo o rango!
Pros meninos poderem correr...
Um dia de sol, e celebrar!
Um simples motivo, um velho desenho,
Sem nenhum desdém, tudo era importante.
Um simples abraço,
Vale tanto mais, que qualquer diamante,
Que qualquer diamante...

É nossa vez, é nosso tempo!
Não tem Belchior, não tem Caetano...
Não tem pra ninguém.
É nosso tempo!
É nossa vez.

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