No palco da existência
As pessoas estão tristes
Sem cais, sem ninho, sem missão
Olhos tristes, pupilas sem vida
Pouco espontâneos, sorrisos forçados
Reproduzindo maquiagem e alienação
Alguém ainda acredita no amor?
Medos, julgamentos, desconfiança
Aparências são os passos da dança
E a entrega tão rara quanto a vida real
Amizades, desejos, prazeres, sexo transcendental
Regidos por sonhos expostos em um mundo virtual
Risco o papel e namoro a madrugada
Rio de mim, da procura pelo sentido, da minha fissura
Meu cio sedento, essa profunda tristeza, a velha loucura
Peço a Deus firmeza pra amadurecer a poesia
Não deixar o egoísmo dissimular a escrita
Ser verdadeiro é tudo que me salva
Das mentiras que contei um dia.
sábado, 20 de dezembro de 2014
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