sábado, 20 de dezembro de 2014

Palco da existência

No palco da existência
As pessoas estão tristes
Sem cais, sem ninho, sem missão
Olhos tristes, pupilas sem vida
Pouco espontâneos, sorrisos forçados
Reproduzindo maquiagem e alienação

Alguém ainda acredita no amor?
Medos, julgamentos, desconfiança
Aparências são os passos da dança
E a entrega tão rara quanto a vida real
Amizades, desejos, prazeres, sexo transcendental
Regidos por sonhos expostos em um mundo virtual

Risco o papel e namoro a madrugada
Rio de mim, da procura pelo sentido, da minha fissura
Meu cio sedento, essa profunda tristeza, a velha loucura
Peço a Deus firmeza pra amadurecer a poesia
Não deixar o egoísmo dissimular a escrita
Ser verdadeiro é tudo que me salva

Das mentiras que contei um dia.

Nenhum comentário: