segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Amorosidade

Amorosidade

Os sorrisos que me foram dados de graça
Deixei ir, deixei ir
O silêncio que o vento soprava na praça
Me fez rir, de mim

E os delírios dançavam na praia
Sintonizando a corrente do bem
Na alegria árdua de bastar-se
Presente o vosso santo amor

Oh Pai! Tão generosa 'és' a mangueira
Que os homens passam e não veem
Oh mãe! O velho senhor a carregar sua bandeira, da paz
E tão só parece ser...

Ainda que pouco ou nada compreenda
Da terra e do astral
Entrego aos puros e aos profanos
O melhor que posso do meu ser

Desejo a profundeza dos cortes
Das flores que nascem nos espinhos
Os fétidos odores dos desajustados em seus ninhos
Que de tão autênticos fizeram florescer
A humanidade em geodos naturais

12/09/2014

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