terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Apoentes

Apoentes,
Margens de águas cristalinas
Onde jorram suaves, rios e mares,
Brindando os encantos das bruxas, duendes, fadas, poetas,
E todos os seres que dedicam sua própria existência
A enxergar além do intangível.

Apoentes...
Portais de transformação.
Um cego na fronteira, anunciando o dervixe, vixe!
Inocentes alimentando a ambição dos humanos tubarões.
A chegada do sacramento, iluminando as prisões.
Não é ver pra crer, cambista. Crer pra merecer, a vista.

Apoentes
Um encontro no cinema, relatos selvagens, reações e cicatrizes.
A beleza da essência, o devir de ser discípulo da espécie.
Estar aí pro que der e vier, se não há nave eu vou a pé.
Passo a passo vamos a pássaro, buscando ninho, sentido,
Expandindo as portas da percepção.

Pra vencer o medo da entrega, dar de todo coração.

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